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Planejamento Estratégico pronto. E agora?



Se você sente que tem a resposta à pergunta acima na ponta da língua, pode pular direto para o conteúdo lá embaixo e mão na massa. Mas, se você sente que ainda está lidando com algum nível de incerteza de que você e seu time estão preparados para cumprir os desafios que vêm junto com o plano, segue o fio aqui.


Um plano estratégico, mesmo considerando os aprendizados do time no período anterior (espera-se), emana da alta liderança, pois deriva diretamente da visão e da agenda de longo prazo da empresa. Assim sendo, as diretrizes têm sentido (ou espera-se que tenham) a partir da relação com essas fontes. E a liderança média e o time, que relativamente pouco sabem desta visão e agenda? É de se esperar - e já deve ter acontecido na sua organização - que eles tenham dificuldade em conectar as diretrizes estratégicas com o seu dia a dia.

Por isso, preparamos duas dicas para você.


O sucesso da implementação de um planejamento estratégico depende diretamente do engajamento e da capacidade de liderança e execução do seu time.


Nossa primeira dica para uma implementação de sucesso do planejamento estratégico é: um processo estruturado de cascateamento. Não apenas informe, mas envolva o seu time e, principalmente, a sua liderança média: muitas vezes vêm deles os maiores esforços para fazer a engrenagem girar. E como envolver depois do plano pronto? Sabemos que as diretrizes não vão ser alteradas. Mas sabemos também (a ponto de conseguirmos garantir!) que há muito espaço para que cada área, grupo ou indivíduo se aproprie daquele plano à sua maneira e assim encontre mais sentido nas suas tarefas do dia a dia e, principalmente no enfrentamento dos seus desafios.


Todos no barco, cientes do rumo e comprometidos a remar? Aí a jornada começa.Planos estratégicos não são a previsão de futuro, certo? São, por intenção, um cenário futuro desejado e - espera-se - atingível. Mas aí vêm os imprevistos. O que a gente nem sabia que não sabia e, por isso, não considerou. Se for uma troca no time, quem sabe dê para integrar sem alterar a rota (e sem estourar o turnover). Mas e se for uma pandemia?


Nesta atenção, nossa segunda dica para implementação de sucesso do planejamento estratégico é: prepare seu time para a elaboração de planos de contingência. Se já se sabe que ajustes de rota serão necessários eventualmente, agilidade e assertividade ao lidar com a incerteza farão a diferença na qualidade do seu desempenho e dos seus resultados.


Na nossa analogia do barco, saber remar é suficiente para cumprir a rota, mas não necessariamente para se chegar ao destino. Consideremos o imprevisto como um vento contra. Se não há mudança na tática, resta ao time compensar a dificuldade com mais esforço. Assim, ele segue remando com força redobrada. Mas, será que nesse novo contexto terá fôlego para cumprir o plano? E se tiver, qual poderá ser seu nível de esgotamento (conhecido internacionalmente como burnout)? As competências para se lidar com os imprevistos são essenciais não apenas para aumentar a probabilidade de chegada mas para a qualidade desta chegada.


Como escreveu Mike Bracken, estratégia é entrega (em livre tradução). A efetividade dessas entregas (e dos seus resultados e impactos para 2024) vai depender se os parâmetros serão como firmados até agora ou adaptados pelos acontecimentos que se revelarem no caminho. E se a revelação parecer mais uma revolução, aí é um caso de gestão da mudança. Mas isso é tema para um outro artigo.

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